O mundo corporativo é um espaço dinâmico em que precisa adaptar-se as constantes mudanças de uma sociedade globalizada e frenética. Para sobreviver a essa realidade, é preciso reinventar-se! A Aprendizagem Corporativa é uma ferramenta capaz de resultar profundas mudanças nesses espaços, proporcionando conhecimento e desenvolvendo atitudes.
sexta-feira, 2 de março de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A Escola
"Escola é...
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora , é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."
Fonte(s):
http://www.paulofreire.org/escola_p.htm
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
"O PONTO NEGRO" - vale a pena ler...
"O PONTO NEGRO" - vale a pena ler...
Certo dia, um professor chegou à sala de aula e disse aos alunos para se
prepararem para uma prova-relâmpago.
Todos acertaram suas filas aguardando, assustados, o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada
para baixo, como era de costume.
Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto
negro, no meio da folha.
O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o
seguinte:
- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e
começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua
presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:
- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém
na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro.
Assim acontece em nossas vidas.
Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos
centralizamos nos pontos negros.
A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e
cuidado.
Temos motivos para comemorar sempre!
A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos
dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos
em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento
difícil com um familiar, a decepção com um amigo.
Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos
diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.
Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Tranquilize-se e seja ... FELIZ!"
(autor desconhecido)
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Panta Rei - A arte do desapego
Uma das coisas que considero importante no educador é a flexibilidade e estar sempre apto às mudanças que ocorrem. Sabemos que ao preparar uma aula, não podemos simplesmente padronizá-las para todas as turmas, pois se for assim, estão desconsiderando a capacidade subjetiva da turma. Planejar aulas sim, porém estar apto a aceitar as aberturas que surgem no decorrer das aulas, com os conhecimentos prévios dos alunos. Só assim, o conhecimento é construído, é bilateral e completo. O texto abaixo é uma reflexão sobre essa capacidade de aceitar o novo e as mudanças. Desapegar-se do tradicional e se abrir a novas possibilidades. Assim, o novo terá sentido.
PANTA REI = (TUDO MUDA)
Compartilhando a arte e o ensinamento ao desapego.
É um trabalho impressionante dos monges budistas que fazem as mandalas de sal colorido.
Feitas com o maior cuidado e com a maior dedicação, elas são desmanchadas logo depois de prontas para demonstrar a transitoriedade das coisas na vida, mesmo que elas exijam o maior esforço.
Assim é que nós devemos encarar o dia-a-dia. E sempre prontos para começar tudo de novo, se preciso for.
Perca o referencial de vez em quando.
Saia de sua zona de conforto.
Dê oportunidade ao imprevisível.
Nada é mais certo do que a incerteza.
As coisas têm o valor que nós damos a elas..
" Panta Rei" é uma expressão do pensador Heráclito,
que significa TUDO MUDA ( tudo flui, nada persiste ) -
e ele usava como metáfora filosófica a ideia de pisar num Rio ,
que um milésimo de segundo depois de pisado,
já não era mais feito da mesma água.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
John Dewey, o pensador que pôs a prática em foco
Quantas vezes você já ouviu falar na necessidade de valorizar a capacidade de pensar dos alunos? De prepará-los para questionar a realidade? De unir teoria e prática? De problema-ti-zar? Se você se preocupa com essas questões, já esbarrou, mesmo sem saber, em algumas das concepções de John Dewey (1859-1952), filósofo norte-americano que influenciou educadores de várias partes do mundo. No Brasil inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira, ao colocar a atividade prática e a democracia como importantes ingredientes da educação.
Dewey é o nome mais célebre da corrente filosófica que ficou conhecida como pragmatismo, embora ele preferisse o nome instrumentalismo - uma vez que, para essa escola de pensamento, as idéias só têm importância desde que sirvam de instrumento para a resolução de problemas reais. No campo específico da pedagogia, a teoria de Dewey se inscreve na chamada educação progressiva. Um de seus principais objetivos é educar a criança como um todo. O que importa é o crescimento - físico, emocional e intelectual.
O princípio é que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Nesse contexto, a democracia ganha peso, por ser a ordem política que permite o maior desenvolvimento dos indivíduos, no papel de decidir em conjunto o destino do grupo a que pertencem. Dewey defendia a democracia não só no campo institucional mas também no interior das escolas.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Empreendedorismo
Um conto sobre empreendedorismo
Era uma vez um político, também educador popular, chamado James Aggrey. Ele era natural de Gana, pequeno país da África Ocidental. Ele contou uma estória tão bonita, que circulou no mundo inteiro. Gana era uma cidade muito rica, pois tinha muito ouro. No século XVI foi feita colônia de Portugal que exportava o seu povo como escravo para o Brasil. A pretexto de combater a exportação de escravos para as Américas, a Inglaterra se apoderou desta colônia portuguesa. Os colonizadores ingleses tratavam o povo com descrença e humilhações. Estes se consideravam inferiores. Então, James Aggrey contou a seguinte estória:
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros”. Depois de cinco anos, este homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então, decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia.
Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia até o alto da montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a em direção ao sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou e ergueu-se. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais alto. Voou... Voou... até confundir-se com o azul do firmamento...”.
James terminou conclamando:
- Meus compatriotas! Durante a nossa vida muitas pessoas nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda achamos que somos galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, abramos as asas e voemos. Voemos como as águias. Jamais nos contentemos com os grãos que jogarem aos pés para ciscar.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Há saberes diferentes" (Paulo Freire).
Gosto muito dessa história porque quebra muitos paradigmas ultrapassados de que podemos julgar os conhecimentos e acima de tudo, dar os méritos de quem é mais ou menos inteligente. Alguém pode não sabe português corretamente, mas sabe fazer artesanato maravilhosamente. Uns podem ser ótimos em matemática, mas são péssimos em cortesia e humanidade. Deixemos nossos preconceitos de lado e vamos valorizar o aprendizado em sua dimensão mais sublime, pois precisamos de todos os saberes. Boa leitura!!!
Num largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Numa das viagens, iam um advogado e uma professora.
Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
- Companheiro, entende de leis?
- Não. - Responde o barqueiro.
E o advogado compadecido:
- É pena, perdeu metade da vida!
A professora muito social entra na conversa:
- Senhor barqueiro, sabe ler e escrever?
- Também não. - Responde o remador.
- Que pena! - Condói-se a mestra - Perdeu metade da vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.
O barqueiro preocupado pergunta:
- Vocês sabem nadar?
- Não! - Responderam eles rapidamente.
- Então é pena - conclui o barqueiro - Vocês perderam toda a vida!"
"Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes" (Paulo Freire).
Pense Nisso... e valorize todas as pessoas com as quais tenha contacto.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Minha primeira postagem é uma homenagem a esse homem que me inspira tanto. Rubem Alves. Foi com ele que aprendi a amar a educação para além da escola, dos livros e da sala de aula. Aprendi a amar a educação que se dá todos os dias, em todos os gestos, em todos os seres. Aprender a olhar, a falar, aprender a matemática, o português, a ciência, mas também aprender com amor. Com sede pelo conhecer porque se não há motivação não há aprendizado. Ele precisa ser desperto, desejado. Agora, Conversa com Educadores:
Conversa com educadores
O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das "ciências da educação" não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem. O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer. Quero educar os educadores. E isso me dá grande prazer porque não existe coisa mais importante que educar. Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver: aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida. Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente, o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz e mais capaz de conviver com os outros. A maioria dos problemas da sociedade se resolveria se os indivíduos tivessem aprendido a pensar. Por não saber pensar tomamos as decisões políticas que não deveríamos tomar. Se você desejar saber com detalhes o que penso sobre a educação, leia os livros que se encontram na sala Biblioteca. Nas minhas conversas com educadores meus temas favoritos são: A alegria de ensinar, A educação dos sentidos, O prazer de ler, A arte de pensar, O educador como sedutor, O educador como feiticeiro, O educador como artista, O educador como cozinheiro, As leis do pensar criativo, Anatomia do pensamento: informação, razão, inteligência, conhecimento, alegria, Aprendendo a desaprender, Entre a ciência e sabedoria: o dilema da educação, Educação e política, Educação e Vida, Aprendizagem e prazer.Leia o artigo Como amar uma criança sobre o educador Janusz Korczak, que se tornou um símbolo pelo seu amor às crianças. Diretor de um orfanato em Varsóvia, foi morto pelos nazistas com suas crianças numa câmara de gás. Tradução de Manoel Moraes.
Assinar:
Postagens (Atom)

